Em Guetto Tech EP1, DJ Thedozze une artistas negros baianos com house music

Em Guetto Tech EP1, DJ Thedozze une artistas negros baianos com house music

Em Guetto Tech EP1, DJ Thedozze une artistas negros baianos com house music

Unir artistas pretos da Bahia com a house music e assim aproximar o público negro da música eletrônica. É assim que chega o recém-lançado 'Guetto Tech EP1', do DJ Thedozze, feirense que desde 2012 se aventura nas pick-ups e no universo da música eletrônica. Também produtor musical, ele iniciou a carreira como beatmaker combinando gêneros da bass music, como trap, dubstep e bass house.

Em Guetto Tech, Thedozze trabalha a linguagem da house music em dois remix de trabalhos de artistas baianos: Afrocidade e Vandal. Em entrevista ao Jornal Folha do Estado, o DJ comentou sobre o EP. "Foi criado e elaborado de forma espontânea nas minhas idas e vindas de Feira de Santana para Salvador, frequentando eventos de música eletrônica em Salvador, onde me deparei com a falta de pessoas pretas ocupando estes espaços e me questionei sobre isso. Acabei por internalizar que parte disso é por conta da falta de aproximação da linguagem da música de Salvador e com a música eletrônica. Frequentando a casa de amigos meus, acabei consumido Afrocidade, Baiana System e outros músicos de Salvador", disse.

O EP conta com a faixa 'Baby Te Liguei' da big band Afrocidade. "Quando ouvi a música, imaginei que dava um reedit, sentei no estúdio, coloquei a ideia em prática e deu certo", lembrou. Outra faixa é 'Meus Pvt Guetto', uma citação da letra de uma faixa de Vandal, também artista baiano. "É um artista que eu já queria trabalhar, queria remixar há muito tempo, já tentei várias vezes com várias tracks diferentes, e quando ouvi a frase 'meus pivete gueto, meus pivete brabo', imaginei ser o corte certo para sample. Fiz uma roupagem gangsta house e na outra ['Baby Te Liguei'] uma roupagem mais pop, mas toda dentre da house music", explicou o DJ. 

Para Thedozze, é uma tentativa de trazer a house music para a origem. "Como pessoa preta, para a gente poder aproximar mais o público preto da música eletrônica, pois a house music é uma música preta, só que no Brasil isso acabou elitizando e segregando, eu trouxe a ideia do EP para a gente conversar com o pessoal da periferia através das batidas eletrônicas. É claro que já existem pessoas aqui como Lerry, Lord Breu, Mauro Telefunksoul, que já fazem isso de trazer a eletrônica com a música da periferia, mas da forma que abordei com a house music, dance house, tech house, acredito que ninguém até então tenha feito. A house music é preta, é uma cultura totalmente preta, vinda de Chicago, Estados Unidos", defendeu o artista.

E tem novidade. Nesta sexta-feira (26), haverá o lançamento do Guetto Tech EP1, com apresentação do DJ Thedozze ao vivo no Kongo Lounge Bar, em Feira de Santana (Rua Frei Aureliano, 62, Capuchinhos). O evento ainda conta com participação dos artistas Preta da Quebrada e Robert Beats, com entrada gratuita até as 23 horas.

Fonte: Jornal Folha do Estado da Bahia

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